segunda-feira, 3 de maio de 2010

Vamos crescer?
Quando eu era jovem achava que uma pessoa com a idade que tenho agora era muito velha. Lembro dos meus pais com cinquenta e cinco anos e pensava que eles sabiam tudo da vida.
Hoje percebo que mesmo na idade madura, temos uma criança e um adolescente que habitam em nós. Descobri que em qualquer idade, é possível ter os sonhos românticos dos jovens e fazer pirraça como as criancinhas. Podemos também presentear a criança que nos habita, renovando a ligação com ela, fortalecendo o olhar apaixonado pela vida, curtindo a beleza de um luar, a ternura de um beijo.
Mesmo na maturidade, é possível manter o encanto pelas descobertas, a capacidade de brincar e alegrar-se com as coisas simples, desenvolvendo a sabedoria de combinar seriedade com diversão, trabalho com lazer e profundidade com leveza.
Buscar o equilíbrio entre a capacidade de sonhar e a persistência para construir o caminho sem desistir diante dos obstáculos é a formula do constante crescimento.
Na idade madura, as transformações do corpo e os preconceitos sociais que supervalorizam os jovens e acham que velho é feio fragilizam a auto-estima de muitos. Sentir-se atraente depois dos 50 anos exige um bom trabalho de solidificar a confiança nas próprias qualidades pessoais.
Não entendo porque tantos homens maduros se permitem uma total entrega à exaustão, afundados no sofá, sem charme, sem romantismo, cansados demais para um carinho?

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